Informações do autor
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A seleção adequada dos ligantes asfálticos é uma etapa importante no projeto de pavimentos asfálticos, sendo a metodologia Superpave uma alternativa racional nesse processo. A especificação estabelece que o ligante asfáltico deve ser selecionado para atender, durante a vida útil do pavimento, às temperaturas máximas e mínimas da camada asfáltica em serviço operacional, além das condições de tráfego. Nesse contexto, o presente artigo objetiva calcular as temperaturas da classificação PG (Perfomance Grade) para nove locais no Estado do Rio Grande do Sul (RS), realizando uma análise dos modelos de cálculo das temperaturas do pavimento e da metodologia. Para isso, foram utilizados dados climáticos locais e quatro diferentes modelos para cálculo das temperaturas do pavimento. Pode-se observar uma variabilidade climática importante no estado, impactando os resultados da temperatura de alta do PG. Com base nas análises realizadas, são recomendados valores de PG de alta variando de 58 °C a 70 °C, e de baixa igual a -10 °C, para 98 % de confiabilidade, resultados coerentes com as características dos locais avaliados. Pode-se concluir que a metodologia Superpave-PG pode ser implementada no RS, considerando-se modelos numéricos para o cálculo das temperaturas dos pavimentos e incorporando as características de tráfego do projeto. A metodologia representa um avanço substancial em relação às especificações vigentes, que são baseadas em ensaios empíricos e sem critérios técnicos para seleção dos ligantes asfálticos.
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